Página Inicial Notícias Pessach – Alunos do curso de preparação para a 1ª Eucaristia participam de ceia judaica

Notícias

04 SET

imagem de capa Titulo

Pessach – Alunos do curso de preparação para a 1ª Eucaristia participam de ceia judaica

Ensino Fundamental II

A catequista e assistente de pastoral do Colégio Santa Catarina (CSC), Grace Daibert Reis, resolveu fazer uma atividade prática com os alunos que estão no curso de preparação para a Primeira Eucaristia na escola. Todos os 70 estudantes tiveram a oportunidade de participar e conhecer o ritual de uma verdadeira ceia judaica. “A ceia judaica é uma festa dos judeus. Eu fiz questão de simular tudo bem próximo do real para que todos pudessem entender o seu sentido, já que estávamos estudando sobre Moysés e a saída do povo do Egito. Meu objetivo foi mostrar de onde Jesus tirou a última ceia, fazer uma relação com a ceia dos hebreus, já que Jesus era judeu. Acho que essa foi uma forma lúdica e concreta de ver um pouco do que Jesus fez”, explica a professora.

Em função do grande número de alunos, a atividade foi repetida em três dias, para que todos pudessem participar. O encontro foi realizado na sala de professores do segundo andar, onde tem uma grande mesa. Os meninos usaram kipar (uma espécie de boina que os judeus usam tanto como símbolo da religião como também de temor a Deus) e as meninas cobriram a cabeça com véus, respeitando a tradição judaica. “Os judeus cobrem-se diante de Deus porque se reconhecem pecadores, pequenos diante de Deus”, explica Grace.

Imagem     Imagem

A ceia teve suco de uva (representando o vinho), pão sírio (simbolizando o pão ázimo sem fermento), rúcula (representando a erva amarga) e água salgada. Cada item tem uma simbologia dentro do ritual. Segundo Grace, na noite do primeiro dia de Páscoa, os hebreus deixaram apressadamente o Egito. Os pães ázimos, portanto, são um lembrete de que os israelitas não tiveram tempo para fermentar o alimento, antes de comer sua última refeição como escravos no Egito. Da mesma forma que o sangue dos cordeiros salvou os hebreus da destruição no Egito, o sangue de Jesus, o Cordeiro Pascal, salvou-nos da destruição e do poder do pecado e da morte eterna. Já as ervas amargas lembravam o amargo da vida de escravidão. A água salgada que eles molhavam a erva amarga antes de comê-la seriam as lágrimas derramadas pelos hebreus, que foram muito perseguidos. 

Imagem     Imagem

 Ao longo do ritual litúrgico da ceia, são lidos textos sobre a libertação de Israel da escravidão do Egito. Há cânticos, orações e provérbios lidos por Grace, pela psicopedagoga e catequista do Colégio Fabíola Furtado e pelos alunos, que seguiam tudo em um roteiro. Nos lares das famílias judaicas, cabia às mães, nas solenidades, acender as luzes dos candeeiros e, assim, dar vida e alegria ao ambiente em que se realizavam as festividades. Quando todos estavam em seus lugares, o chefe de família tomava em suas mãos uma taça cheia de vinho tinto, levemente aguado, e a abençoava com uma oração. Esta oração iniciava com as seguintes palavras: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, que tens criado o fruto da videira". Logo em seguida, após ter bebido o vinho, passava a taça aos demais, e cada um devia beber um gole.

Em seguida, o dirigente da cerimônia abençoava as ervas amargas, tomava delas, molhava-as no molho e as comia. Os demais convidados faziam o mesmo. Só depois disso é que o cordeiro pascal era posto na mesa. Depois, fazia a oração chamada Hallel, composta dos Salmos 113 e 114. Enchia-se outra taça e, como a primeira, passava de mãos em mãos. Encerravam a segunda parte da refeição com a oração: "Bendito sejas, Senhor nosso Deus, rei do Universo, que nos tens libertado e liberaste a nossos pais do poder do Egito". Na terceira parte da cerimônia, os convidados lavavam as mãos, novamente. O dirigente partia um pão ázimo, comia um pedaço, acrescentava ervas amargas, molhava-o no molho haroset e o distribuía aos presentes. Em seguida, faziam a bênção do cordeiro pascal, que era cortado e repartido entre todos. Concluída a refeição, todos bebiam a terceira taça de vinho que se chamava o cálice da bênção, porque era de especial forma abençoado.

Imagem

* Outras informações, com a Assessoria de Comunicação do CSC, pelo telefone 2101-9867.

 

Colégio Santa Catarina © 2017 Todos os Direitos Reservados

Desenvolvido por: Logotipo Emedia