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28 MAI

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Autorretratos – Trabalho de Artes trabalha diversidade étnica com alunos do Fundamental I

Ensino Fundamental I

Trabalhar o respeito à diversidade de uma forma bastante singular. Foi essa a missão da professora de Artes do Colégio Santa Catarina (CSC), Andrea Oliveira, ao desenvolver um projeto muito interessante com alunos do do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “A ideia surgiu porque ouvi as crianças falando em ‘lápis cor de pele’, ‘tinta cor de pele’... E no 4º ano eu já estava desenvolvendo um trabalho que abordava justamente a questão da cor da pele: há realmente uma única cor?”. Essa indagação remeteu Andrea ao quadro "Operários", de Tarsila do Amaral, que retrata a diversidade de pessoas (inclusive Mário de Andrade) que trabalhavam nas fábricas que surgiam em São Paulo, pessoas que vinham de diferentes cantos do mundo e do Brasil, mostrando, portanto, uma diversidade de tons de pele. 

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A obra foi, portanto, o ponto de partida do trabalho. A professora resolveu criar uma nova leitura do quadro de Tarsila com as crianças, abordando a questão dos tons de pele. Antes, porém, foi preciso sensibilizar os alunos. “Do 1º ao 4º ano, iniciei o trabalho com uma apresentação em PowerPoint sobre autorretratos. Iniciei com um autorretrato do pintor austríaco Johannes Gumpp, de 1646, onde ele mostra a si mesmo olhando para um espelho enquanto pinta seu autorretrato. Com este início, dei partida a uma discussão sobre o que era um autorretrato, e analisamos a pintura de Gumpp”, explica Andrea. Já com as turmas de 5º ano, como já tinham trabalhado com autorretratos anteriormente, a professora fez uma breve retomada antes de dar início ao trabalho.

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As turmas também conheceram a analisaram autorretratos de pintores renomados dos séculos XIX e XX, como Monet, Renoir, Van Gogh, Picasso, Modigliani, Tarsila, Anita Malfatti e Portinari. Após esta primeira parte é que realmente os alunos foram apresentados à obra “Operários”, de Tarsila do Amaral. A professora aproveitou para falar um pouco sobre o contexto histórico da obra e observou com os estudantes os diferentes tipos de pessoas, de cabelos, olhos e tons de pele presentes na pintura. “Aproveitei este momento para entrar com a questão da ‘cor de pele’: há só uma cor de pele? Chamei algumas crianças para frente comigo, colocamos nossos antebraços juntos e perguntei se todas as peles ali tinham a mesma cor”. Obviamente, a resposta foi não.

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Foi com essa provocação que Andrea contou às crianças que elas deveriam fazer seu autorretrato, procurando sua cor de pele. “Após a confecção desses autorretratos, todos eles serão unidos e vamos montar, na sala de Artes, uma obra ao estilo de Operários”, destaca a professora. Para o trabalho, as turmas puderam usar gizes de cera tons de pele e gizes verde, azul e vermelho (para outras cores de olhos e boca). Além disso, as crianças receberam um molde de contorno de rosto, para auxiliar no início do desenho.

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“O objetivo principal foi o de explorar a questão do estereótipo da cor de pele na produção do autorretrato. Mas também buscamos desenvolver a compreensão da importância do retrato na história e na história da arte e aprender diferentes modos de realizar autorretratos, bem como conhecer sobre a vida e carreira dos pintores apresentados”. Para Andrea, foi muito interessante ver as crianças felizes testando as cores no papel para ver qual se aproximava mais do seu tom de pele. 

* Outras informações, com a Assessoria de Comunicação do CSC, pelo telefone 2101-9867.

 

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